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Coordenadores de Área da CAPES comentam sobre a avaliação quadrienal

12 de julho de 2017

Na primeira semana da Avaliação Quadrienal de 2017, consultores das áreas de Antropologia/Arqueologia; Ciência de Alimentos; Ciência Política e Relações Internacionais; Ciências Agrárias I; Ciências Biológicas II; Educação; Filosofia; Geografia; História; Matemática/Probabilidade e Estatística; e Zootecnia/Recursos Pesqueiros reuniram-se na sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), em Brasília, para dar início ao processo periódico de avaliação de todos os programas de pós-graduação stricto sensu (mestrados e doutorados) em funcionamento no Brasil.

O coordenador da área de Geografia destacou as vantagens da Plataforma Sucupira (Foto: Haydée Vieira – CCS/CAPES)

O coordenador da área de Geografia destacou as vantagens da Plataforma Sucupira (Foto: Haydée Vieira – CCS/CAPES)

De forma geral, o grande destaque desta edição da Avaliação, segundo os coordenadores de área, é a Plataforma Sucupira. “A Plataforma Sucupira implicou em uma verdadeira revolução no trato do que se produz e no que se faz na pós-graduação. Ela incorpora uma dimensão que é interessantíssima, que é a questão do preenchimento ser feito pelo coordenador do programa e, concomitantemente, uma possibilidade de conhecimento e de acesso a essas informações, uma transparência dos dados. Essa possibilidade de passar as informações imediatamente para a comunidade torna o ‘fazer ciência’ algo bem mais vinculado à realidade”, revelou Eustógio Dantas, da Universidade Federal do Ceará (UFC), coordenador da área de Geografia.

Eustógio também salientou outra vantagem a respeito da disponibilidade imediata dos dados. “Com o acesso facilitado à informação, é possível filtrar um conjunto de dados que são basilares para que a análise se dê pelas comissões reunidas aqui. Isso facilita enormemente o nosso trabalho.”

Expectativas

Federizzi falou sobre a realidade da área de Ciências Agrárias I, uma das maiores na atualidade (Foto: Haydée Vieira – CCS/CAPES)

Federizzi falou sobre a realidade da área de Ciências Agrárias I, uma das maiores na atualidade (Foto: Haydée Vieira – CCS/CAPES)

Os coordenadores também falaram sobre as expectativas para suas áreas após a Avaliação Quadrienal. Sobre uma das maiores áreas, a de Ciências Agrárias I, o coordenador Luiz Carlos Federizzi, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), falou sobre a realidade atual, que produz muito, mas ainda muitas coisas locais. “Somos o terceiro colocado em nível de produção mundial na área de Agrárias, mas produzimos ainda muita coisa local, muita coisa que não tem ainda muito fator de impacto. Nossa discussão tem sido no sentido de tentar mudar um pouco o foco da área. Nos últimos anos a área esteve mais voltada para a produção em si e o que queremos agora é que se volte um pouco mais para formação dos alunos. Queremos ver sua capacidade de resolução de problemas quando ele sai da pós-graduação. Não os próprios problemas ou da vila em que ele reside, mas os problemas do mundo.”

O coordenador também falou sobre o crescimento da área e a necessidade de reavaliação de onde é necessário um desenvolvimento maior. “Precisamos parar para respirar e analisar onde realmente precisamos desenvolver, que tipo de programas precisamos. Não podemos apenas ficar repetindo os modelos dos programas antigos, que tiveram um sucesso tremendo, que foram base dos programas atuais, mas o momento agora é outro. Vamos fazer uma reflexão de como vamos conduzir a área tirando um pouco o viés demasiado da produção para focar mais na formação do aluno e que tipo de programa queremos para o futuro.”

Maria Angela abordou a necessidade de sedimentar critérios da Avaliação (Foto: Haydée Vieira – CCS/CAPES)

Maria Angela abordou a necessidade de sedimentar critérios da Avaliação (Foto: Haydée Vieira – CCS/CAPES)

Já na área de Ciências de Alimentos, a coordenadora Maria Angela Meireles, da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), também abordou a necessidade de sedimentar alguns critérios que foram modificados para que, já no próximo seminário de meio termo, a metodologia desenvolvida nesta Avaliação possa ter uma fotografia instantânea da área, espelhando exatamente o que precisa ser modificado. A coordenadora finalizou falando sobre o empenho da área em firmar parcerias entre programas para que os mais desenvolvidos possam “apadrinhar” aqueles que estão em fase de desenvolvimento.

A Avaliação Quadrienal segue até o dia 4 de agosto. Na segunda semana serão avaliadas as áreas de Administração Pública e de Empresas, Ciências Contábeis e Turismo; Arquitetura, Urbanismo e Design; Artes/Música; Comunicação e Informação; Direito; Economia; Engenharias I; Engenharias II; Engenharias III; Engenharias IV; Letras/Linguística; Serviço Social; e Planejamento Urbano e Regional/Demografia.

Confira o página da Avaliação Quadrienal.

(Natália Morato)