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Projeto Institucional de Internacionalização

Contexto Institucional. O Plano de Internacionalização (PIN) da Universidade Federal do Ceará (UFC), aprovado pelo Conselho Universitário (Res. 45/CONSUNI, de 11/2017 – Anexo ao PIN), é o atual marco institucional da política de internacionalização da UFC. Metas, estratégias e ações do PIN foram incorporados ao Plano de Desenvolvimento Institucional para o quinquênio 2018-2022, fruto de contribuições da comunidade de pesquisadores da UFC e aprovado em 2017 pelos Conselhos Superiores. Ao mesmo tempo em que sedimenta, institucionalmente, várias iniciativas e programas já executados com sucesso ao longo dos últimos anos, o PIN propõe inovações na gestão, no ensino e na pesquisa com o intuito de instalar, em definitivo, um ambiente internacional na instituição. A abertura internacional da UFC é orientada, essencialmente, pelas atividades de pesquisa e pós-graduação, sobretudo, com o impulso propiciado pela criação dos primeiros cursos de doutorado na Universidade, em meados dos anos 1990. Apesar de relativamente recente, a instalação de grupos de excelência em torno desses programas pioneiros difundiu-se de modo rápido, porém sustentável, para um conjunto de 58 programas de pós-graduação acadêmicos coordenados na UFC, dos quais 42% têm conceitos 5, 6 e 7. Segundo a avaliação quadrienal 2013-2016, a UFC conta com 10 programas de excelência internacional, três deles com o conceito 7, nas áreas de Engenharia Civil/Recursos Hídricos, Física, Matemática (nota 7); e Química, Enfermagem, Engenharia Química, Engenharia de Teleinformática, Farmacologia, Geografia e Ciências Médicas (nota 6).

 

O projeto institucional para o PrInt é estruturado em torno desses núcleos de excelência com forte expressão internacional, os quais, oportunamente, lidam com temáticas de relevo mundial, estratégicas para o desenvolvimento do País e do Estado, a saber: i) materiais e fenômenos em nanoescala, ii) geometria e métodos não-lineares; iii) ciência de dados e sistemas complexos, iv) tecnologias sociais, v) novos produtos químicos, vi) biológicos e suas aplicações, vii) doenças infecciosas, imunoinflamatórias e crônicodegenerativas, viii) gestão e Segurança hídrica frente às mudanças climáticas. Embora os temas nucleares do projeto gravitem em torno dos programas de excelência, as equipes envolvidas são, necessariamente, interdisciplinares e representam, em seu conjunto, cerca de 60% dos programas com os conceitos 5, 6 e 7. Esse arranjo, longe de ser uma justaposição artificial, evidencia o padrão de colaborações existentes na UFC, algumas consolidadas, outras incipientes, porém muito promissoras. Usualmente, as colaborações na base da escolha dos temas e da formação das equipes envolvem parcerias internacionais comuns e também articuladas entre si. No conjunto da proposta, os grupos envolvidos estão à frente de projetos que denotam excelência científica, a exemplo de 6 INCTs, 11 PRONEXs, 1 Laboratório SisNANO, 2 Centros Nacionais Multiusuários da FINEP, entre outros. Todas as equipes têm cooperações internacionais formalizadas por projetos de pesquisa financiados, seja por programas como CAPES-COFECUB (França), -DAAD (Alemanha), -AmSud (França), -CAFP-BA (Argentina) -FCT (Portugal), -MINCYT (Argentina), -DFATD (Canadá), -PGCI, dentre outros, seja por recursos estrangeiros (Fundo Newton, Melinda-Gates, União Europeia) ou de empresas multinacionais de alta tecnologia (Ericson, LG, Petrogal, SinoChem, Bayer, entre outras). Em termos agregados, as atividades de pesquisa em torno dos temas escolhidos para compor a proposta respondem por uma grande parcela da produção científica da UFC, principalmente com as publicações mais relevantes. As grandes áreas do conhecimento representadas nos projetos de colaboração da proposta PrInt possuem indicadores de impacto da nossa produção acima da média mundial (análise realizada para a UFC no SciVal). É o caso, por exemplo, da Engenharia Química (30% acima); Ciências dos Materiais (25% acima) e Odontologia (22% acima). Partindo desse cenário, o Plano de Internacionalização estabelece ações que permitem: i) consolidar a excelência em nível internacional adquirida, ii) difundi-la para programas e núcleos de pesquisa com claro prospecto de consolidação de sua experiência internacional, iii) inovar a prática de ensino de graduação e pós-graduação para promover a abertura internacional dos cursos, iv) agilizar a gestão dos processos relacionados à mobilidade e parcerias internacionais.

 

Escolha dos Temas Estratégicos e Projetos de Colaboração A escolha dos temas prioritários (vide relação acima) para a seleção de projetos de colaboração integrantes do PrInt considerou os seguintes princípios norteadores: i. Envolvimento direto dos programas de pós-graduação com notas 6 e 7 na avaliação quadrienal 2013-2016 da CAPES, em razão da excelência internacional dos referidos cursos; ii. Abordagem multi e transdisciplinar, traduzida pela articulação de programas de pós-graduação (incluindo aqueles com notas 5 e, eventualmente, 4, e grupos de pesquisa, com impactos esperados sobre o grau de internacionalização da Universidade, inclusive no ensino de pós-graduação e graduação, em alinhamento com o Plano Institucional de Internacionalização da UFC; iii. Possibilidade de desenvolver temas de relevo e expressão internacionais que promovam a visibilidade institucional em periódicos e eventos científicos de alto impacto; iv. Participação dos pesquisadores principais envolvidos nos arranjos de Projetos de Núcleos de Excelência (PRONEX), Redes Internacionais de Pesquisa e Institutos Nacionais de Pesquisa (INCT); v. Histórico de colaborações internacionais com resultados e impactos definidos e relevantes, e captação de recursos, inclusive de instituições estrangeiras de fomento e de empresas; vi. Atendimento dos desafios socioeconômicos e das áreas estratégicas das políticas públicas em Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Ceará. vii. Envolvimento com os arranjos produtivos locais e, em particular, com o Parque Tecnológico da Universidade Federal do Ceará. A seleção de projetos de colaboração, dentro dos sete temas prioritários, foi realizada por meio de edital interno e propostas envolvendo a articulação dos grupos de pesquisa de excelência dos programas já internacionalizados (conceitos 7 e 6) com os grupos de excelência dos programas com o conceito 5 e alguns núcleos dos programas com o conceito 4. A proposta tem a participação de 25 programas de Pós-Graduação com predominância das notas 7, 6, 5 e distribuídos em 16 projetos de colaboração. Os projetos de colaboração são liderados, majoritariamente, pelos programas de excelência internacional e têm, como integrantes, pesquisadores dos programas 5 e 4, o que revela um arranjo equilibrado entre programas com inserção internacional e aqueles com grande potencial de evoluir no futuro próximo. Essa configuração reflete, igualmente, o grau de maturidade dos programas e excelência da produção científica e se coaduna com levantamento feito, para a UFC, no Scival para a base Scopus considerando o indicador “Field-Weighted Citation Impact”. Tomando o resultado desse relatório, a coordenação dos projetos de colaboração estão todas nas áreas do conhecimento cujo impacto internacional da produção da UFC é maior que da média mundial, e os programas colaboradores estão ligeiramente abaixo da média mundial. As coordenações dos projetos de colaboração estarão a cargo, predominantemente, de pesquisadores com ampla experiência internacional, situando-se, majoritariamente, nos níveis 1, e com equilíbrio entre sêniores e jovens pesquisadores.

 

As colaborações envolvem 20 países, sendo que apenas dois não são listados como prioritários para a CAPES. Entre as instituições estrangeiras participantes dos projetos, destacamos: MIT, Columbia Univ, Yale Univ., John Hopkins Univ, ETH-Zurich, École Polytechnique, Univ. of Virginia, Pennsylvania State Univ., Purdue Univ., Univ. of British Columbia, Boston Univ., Univ. of Paris-Sud, Texas A&M Univ., Univ. of Melbourne, Univ. of Queensland, entre outras.

 

Objetivos da Proposta. Em resumo, a presente proposta institucional é embasada no Plano de Internacionalização da UFC e, por meio da realização de pesquisa de fronteira em várias áreas do conhecimento, tem os seguintes objetivos: 1. Implantar na comunidade acadêmica da UFC uma política de incentivo para o incremento da mobilidade internacional por meio da realização de visitas, estágios e cursos de graduação e pós-graduação em instituições estrangeiras, particularmente em áreas estratégicas que promovam a criação de novos grupos de pesquisa ou programas de pós-graduação, como também a consolidação internacional de programas de pós-graduação existentes e o desenvolvimento científico e tecnológico nacionais. 2. Promover a atualização e a qualificação dos programas de pós-graduação estabelecendo parâmetros e estratégias, conjuntamente, para a elevação do conceito tanto na avaliação da CAPES, no quesito de internacionalização, quanto com respeito a critérios de excelência internacionais, segundo modelos de avaliação interna dos cursos de pós-graduação, com base em comparativos internacionais. 3, Consolidar políticas continuadas de atualização e flexibilização curriculares, garantindo respostas rápidas às demandas da internacionalização em termos de competências, práticas e perfis profissionais adequados ao mercado internacional do trabalho. 4. Intensificar a flexibilização curricular dos cursos de graduação e pós-graduação para comportar diversas matrizes e cronogramas curriculares, facilitando tanto a mobilidade de estudantes quanto o aproveitamento dos estudos feitos no exterior. 5. Viabilizar a oferta de componentes curriculares ministrados em línguas estrangeiras, seja em modalidade presencial, seja em ambientes virtuais, a exemplo de plataforma massivas de cursos, a partir de sua inclusão nos projetos pedagógicos dos cursos de graduação e pós-graduação.